domingo, 8 de fevereiro de 2009

HOMENAGEM AOS TEC. EM SEG. DO TRABALHO

TÉCNICO DE SEGURANÇA
No dia 27/11/1985, foi criada a especialização da profissão do técnicode segurança do trabalho através da Portaria n° 7410. Desdeentão, essa data foi escolhida para comemorar o dia desseprofissional. “O técnico de segurança do trabalho tem um papel decisivopara desenvolver qualquer modelo de segurança no trabalho”, afirma opresidente do SINTESP, Armando Henrique. Buscando reconhecer essaimportância, o SINTESP realiza no dia 28/11, na Fundacentro, seu tradicionalcafé da manhã. Será um dia de comemoração e reflexão sobre aSST e o futuro do profissional. “O técnico de segurança é um dos poucosprofissionais que tem futuro garantido. Não é possível ter qualidadede vida no trabalho sem segurança e saúde, e o gestor natural desseprocesso é o técnico, que deve trabalhar visando a qualidade do serviçoprestado”, acredita Armando.Com a profissão reconhecida há 20 anos, o técnico de segurançado trabalho precisa hoje buscar um equilíbrio entre os desejos de trabalhadorese empregadores. Para o presidente do SINTESP, o empresáriocostuma centralizar suas ações em SST através de cobranças para ostrabalhadores, os quais, por sua vez, juntamente com suas representaçõessindicais, buscam suprimir outras carências que vão além da SST.“Nesse conflito, no qual a empresa cobra deveres, e os trabalhadoresquerem fazer valer seus direitos, a prática das ações prevencionistasficam sem rumo. É aí que entra o papel do técnico de segurança, quedeve atuar de forma imparcial, colocando em prática seus conhecimentostécnicos para produzir resultados em benefício tanto dos trabalhadorescomo do empregador”, explica Armando Henrique.Hoje existem cerca de 200 mil técnicos de segurança do trabalho noBrasil. “Eles têm dado uma importante contribuição nessas últimas décadase poderão contribuir muito mais se o seu papel for melhor entendido”,acredita Armando. Uma das contribuições que ele aponta é o fatode que nos locais onde há um técnico de segurança, existe uma CIPAorganizada e, conseqüentemente, ações preventivas. “Apesar de termostidos resultados significativos do atual modelo de SESMT, temos aconvicção absoluta de que essa é uma área com muito espaço a serconquistado, e essa é nossa meta”, ressalta o presidente do SINTESP.Um dos pontos para a ampliação desse espaço é que a maioria dasempresas não precisa ter um SESMT nem um técnico contratado. Nessecenário, estão sendo discutidas a reformulação da NR-4 e uma novaPolítica Nacional de Segurança e Saúde do Trabalho (PNSST). “Estamosvivendo um momento significativo, próximo de termos um novomodelo de saúde e segurança do trabalhador com uma maior integraçãoentre as esferas do governo. O técnico precisa estar atento a essasmudanças”, conclui Armando Henrique.
Reportagem retirada do jornal do sindicato de São Paulo.

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